Tecnologia na infância: benefício ou abismo?


Celulares, tablets e outras tecnologias têm se tornado cada vez mais frequentes na vida de adultos. Não é nada raro olharmos ao nosso redor e percebermos um ambiente tomado por olhos vidrados em novas notificações no Facebook, mensagens no WhatsApp e e-mails urgentes. À medida que a tecnologia se aprimora e facilita muito a comunicação, traz, por outro lado, limitações quando não utilizada com consciência.

A preocupação com o mau uso da tecnologia, porém, não se limita mais apenas aos adultos. As crianças da nova geração (geração Z) estão, cada vez mais, inseridas no “universo tecnológico” e se habituam, desde muito pequenas, com tablets, Smartphones, televisão e jogos digitais. Se por um lado tais tecnologias podem desenvolver algumas habilidades cognitivas, por outro, podem acarretar uma série de prejuízos quando usadas em excesso e sem delimitações por parte dos adultos.

Déficit de atenção, dificuldades de aprendizagem, impulsividade, problemas em lidar com sentimentos de raiva, obesidade, privação de sono e individualismo são apenas algumas das consequências da superexposição infantil à tecnologia. Pensando nisso, a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria recomendaram, em 2014, limites para a exposição das crianças a todo tipo de mídia. Recomenda-se que, antes dos 2 anos de idade ainda não haja o contato com ela, que até os 5 anos as crianças fiquem no máximo 1 hora diante das telas, entre 6 e 12 anos, no máximo 2 horas e, a partir dos 13, até 3 horas.

Para muitos adultos tomados por rotinas aceleradas, deixar seus filhos distraídos com jogos e outras tecnologias tem se tornado algo “cômodo”. É fundamental, porém, deixar esse hábito de lado e estimular as crianças a usarem a imaginação de outras formas, tanto sozinhas, quanto em grupo. O “brincar” é uma das atividades mais importantes na vida dos indivíduos, auxiliando no desenvolvimento de suas potencialidades e trabalhando, também, suas limitações. Através da brincadeira, a criança se expressa e se comunica, tanto consigo mesma, quanto com o outro e com o meio. O “faz de conta” é, inclusive, uma forma de simular e entender o mundo real.

Cabe aos adultos, portanto, delimitarem o tempo de uso de tecnologias para seus filhos e estimularem brincadeiras, leituras, atividades artísticas e esportes, sendo este último fundamental, inclusive, para a saúde das crianças. A prática esportiva não apenas evita a obesidade infantil e auxilia no desenvolvimento físico e motor da criança, como estimula as crianças a lidarem com aspectos sociais, se relacionando com o outro, trocando experiências, despertando o espírito de equipe, respeitando as regras e aprendendo a lidar com a derrota.

Por mais que a tecnologia traga inúmeros benefícios, até mesmo às crianças, nada substitui, e jamais substituirá a brincadeira e atividades tradicionais. Fique de olho para que os seus filhos tenham horários estipulado

tecnológicos para que nunca substituam o simples brincar por telas e mecanismos. Estimule brincadeiras criativas e lembre-se que o próprio adulto é um grande exemplo para as crianças. Portanto, não permita que a sua relação com a tecnologia limite a indispensável relação afetiva, presencial e diária com os seus filhos. Esse é o primeiro passo para que eles não se tornem dependentes, logo cedo, de telas e se desconectem de si e do mundo.


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